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| Estação experimental da Granbio, em Alagoas: Foto: Michel Rios/Granbio |
Até o fim de março, uma usina de etanol começa a funcionar em São Miguel dos Campos, no interior do Alagoas. Para ela sair do chão, a Granbio gastou 350 milhões de reais, informou o portal Exame.com
Entre os investimentos está a abertura de uma nova indústria por ano nos próximos 10 anos. Todas serão usinas de etanol e o local delas ainda não foi divulgado.
A usina de Alagoas, de nome Bioflex Agroindustrial, será a primeira do Brasil a produzir o chamado etanol 2G, de segunda geração
Gradin decidiu criar uma empresa focada em biotecnologia, principalmente em alternativas para o petróleo, e promete revolucionar o setor.
A usina de Alagoas, de nome Bioflex Agroindustrial, será a primeira do Brasil a produzir o chamado etanol 2G, de segunda geração, e tem capacidade para entregar 82 milhões de litros ao ano.
A meta é produzir 1 bilhão de litros ao ano até 2020. Quando a usina estiver operando com 100% da sua capacidade, a previsão é que o faturamento chegue a 120 milhões de reais por ano.
Cana-energia
O etanol 2G é produzido através da celulose não só da cana, mas também de seu bagaço e da palha, que seriam descartados num processo normal. Até a cana utilizada é diferente: a chamada cana-energia é três vezes mais produtiva que a convencional e pode ser plantada em áreas degradadas.
Para tornar isso possível, a Granbio montou um laboratório em Campinas para um time de PhDs investigar enzimas e leveduras que facilitariam o processo de transformação da celulose em etanol.
Processo de adaptação
Como resultado, estima-se que o etanol produzido pela empresa será até 30% mais barato do que o normal. Em uma época em que os subsídios para produção do álcool foram diminuídos e o preço do combustível só cresceu, o início da produção da Granbio pode movimentar o setor, mas ainda não será suficiente para reaquecê-lo.
“Todo negócio passa por um processo de adaptação, de ajuste de logística, e o volume de produção dessa usina ainda não é tão grande. É cedo para falar em mudanças estruturais”, diz Pedro Galdi, analista do fundo de investimentos SLW.
Fonte: EcoD















