Depois de quatro anos de investigação, a WildLifeRisk acaba de apresentar provas de que mais de 600 tubarões-baleia estão sendo mortos anualmente na cidade de Pu Qi, no sudeste da China, para a produção de óleo, alimentos e de suplementos de saúde.
“Cada vez que íamos para Pu Qi, presenciávamos escalas crescentes do massacre. É inacreditável como essas criaturas inofensivas, esses gigantes das profundezas, podem estar sendo mortos em ritmo industrial dessa forma”, afirmaram Alex Hofford e Paul Hilton, diretores da WildLifeRisk.
A ONG lembra que, de acordo com a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (CITES), da qual a China é signatária, a pesca do tubarão-baleia é ilegal.
"Estamos clamando para que as autoridades chinesas façam valer os acordos internacionais e acabem com essa atividade agora mesmo, antes que esses animais cheguem ainda mais perto da extinção”, declararam Hofford e Hilton.
O tubarão-baleia é o maior peixe do planeta, e apesar de não ser conhecida sua população exata, a espécie é considerada em perigo pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN).
“Se quisermos ter esperança de salvar animais como o tubarão-baleia da extinção, precisamos condenar as pessoas responsáveis por violações das leis internacionais de proteção e exigir transparência dos governos e das empresas, para que os consumidores possam tomar decisões informadas sobre os produtos que compram”, concluíram Hofford e Hilton.
Imagens: Pelo menos 600 tubarões-baleia são mortos por ano em Pu Qi / WildLifeRisk
Fonte: Instituto Carbono Brasil















