Expedição S.O.S Terra 2013/14 - Para que o mundo não acabe

 Expedição S.O.S Terra 2013/14 – Para que o mundo não acabe
       “Viagem a 10 locais ameaçados na Terra e instalações artísticas em São Paulo”

A ação S.O.S Terra é um projeto artístico e ambiental idealizado pelo artista plástico Thiago Cóstackz, que acontece há cinco anos nas ruas de São Paulo, realizando intervenções artísticas e manifestos interativos que visam alertar a população sobre a situação preocupante do Planeta e sobre as extinções em massa que aceleraram nos últimos anos, a um  ritmo até mil vezes mais rápido que o normal.

Nesta edição, visando inovar e crescer com o alcance do trabalho proposto, o artista Thiago Cóstackz idealizou uma Expedição que pretende visitar 10 lugares severamente ameaçados na Terra, passando por quatro continentes, usando a arte como veículo do discurso ambiental, instalando obras de arte nestes locais ameaçados, produzidas inteiramente com materiais certificados e sustentáveis. Fazendo assim uma conexão direta com estes problemas, chamando atenção para a preservação e também alertando sobre a gravidade da situação encontrada. Trata-se da primeira Expedição artística e cientifica já realizada ao redor do mundo que se tem conhecimento. Uma ação pioneira que usa a arte e informações científicas como veículos na democratização da causa e na educação ambiental.

A expedição S.O.S Terra 2013 percorreu até agora cerca de 62.333 km passando pela: Ásia, Europa, Américas do Norte e do Sul. Foram visitadas as regiões do Oceano Glacial Ártico, a grande Capa de Gelo da Groenlândia (a maior massa de gelo da Terra depois da Antártida); O Permafrost na região leste do Oblast de Arkhangelsk na Rússia (um solo permanentemente congelado lotado de gás metano que recentemente começou a derreter surpreendendo os cientistas); a Geleira de Vatnajökull na Islândia (a maior da Europa) onde se localiza o Lago Glacial de Jökulsárlón (que cresceu 4X de tamanho desde 1970 impulsionado pelo aquecimento global); as cidades de Veneza/Itália e Amsterdã/Holanda, como exemplos de lugares que podem enfrentar grandes problemas no futuro ou até mesmo desaparecerem com o derretimento das geleiras e aumento no nível dos oceanos. No Brasil a expedição visitou a Caatinga nordestina (Bioma endêmico do país e um dos mais ameaçados pela desertificação no mundo) e os corais do Atlântico Sul no litoral nordestino entre Fernando de Noronha e Touros no Rio Grande do Norte. A Expedição passará ainda pela Mata Atlântica no sudeste brasileiro, pelo Cerrado no Centro-Oeste e pela Floresta Amazônica no norte do país.

O tamanho das obras e a dificuldade de acesso aos locais:

Ao contrário das enormes intervenções urbanas que o artista costuma realizar em grandes centros como São Paulo, as obras instaladas nestes locais tiveram seu tamanho sensivelmente reduzido por vários motivos: O primeiro é que os locais eram de difícil acesso, muitos só eram acessíveis através de vários meios de transporte (carro, barco e avião), e ainda era preciso em alguns casos caminhar por até 18 km em um único dia, incluindo escaladas de montanhas com mais de mil metros de altitude, com as obras de arte e demais equipamentos de filmagem presos às costas dos membros da equipe. Havia ainda a intenção de não agredir ou interferir com grandes instalações nos locais visitados (ambientes já ameaçados e frágeis); No caso da Rússia, por exemplo, existia ainda um agravante: uma complexa legislação que proíbe instalações artísticas e “protestos” envolvendo as temáticas Ambientais e de Direitos Humanos. E a mais importante: é que quanto maiores fossem as obras mais se gastariam matérias primas para produzi-las, necessitando também de quantidades ainda maiores de combustíveis fósseis para transportá-las entre vários continentes. Por isso trabalhamos no limite com relação ao tamanho das obras de acordo com cada local.





Ações em São Paulo e body arts em celebridades:

Como em anos anteriores, instalações na cidade de São Paulo chamarão atenção para vários problemas como: a qualidade do ar, o desmatamento na capital, a mobilidade urbana, o alto preço pago pelos nossos rios urbanos quase sem vida e com altíssimas taxas de poluição. Serão realizadas projeções 3D em prédios históricos do centro da capital, Parada Manifesto de Balões gigantes pela av. Paulista fazendo forte conexão com a vida marinha ameaçada, um salto de parapente na região de Atibaia, totalmente pintado e adesivado com formas das asas de aves em risco de extinção e ainda uma canoagem protesto nos Rios Tietê e Pinheiros. Para divulgar todas as ações do S.O.S Terra 2013 o artista realizará body arts (intervenções corporais) inspiradas nos quatro elementos da Terra em celebridades e Top models.

Ao final da Expedição e das intervenções artísticas na capital, serão lançados em São Paulo no mês de novembro uma grande Exposição (com fotos das viagens, esculturas, projeções 3D e body Arts), um Livro especial e um Documentário em dois idiomas, que tratará de forma poética a frágil situação encontrada pela Expedição nestes locais, apresentando dados científicos e imagens das obras instaladas nestes locais em risco.  As ações que acontecerão em São Paulo a partir de setembro, também ganharão espaço no livro e no documentário. Todas as ações e intervenções serão gratuitas e de fácil acesso. A agenda das ações poderá ser acompanhada pelo link “agenda” disponível no site: www.costackz.com/sosterra

Patrocinadores:

A Expedição Internacional e todas as ações em São Paulo foram apoiadas e patrocinadas por: Puma Sports, Jaguar, Victor Inox, Prefeitura Municipal de Touros/RN e Prefeitura municipal de Lins/SP. As fotos de body art estão sendo produzidas em parceria com o renomado Fujocka Fotodesign e com o fotografo Lienio Medeiros e o documentário está sendo produzido em parceria com a empresa Younik, porém com textos e direção de Thiago Cóstackz.

Sobre o artista:

Thiago Cóstackz tem 28 anos, é artista plástico, ativista Ambiental, de Direitos Humanos e Embaixador Nacional de Sustentabilidade da marca alemã Puma Sports. Realiza há cinco anos o projeto ambiental “S.O.S Terra”. Sua exposição “Mitos e Ícones” (mostra manifesto para fundar o 1º Museu do Brasil de EcoArt Sustentável no RN) recebeu mais de 100 mil pessoas em apenas 40 dias em local na av. Paulista. É potiguar radicado em São Paulo há seis anos, neste período já realizou mais de 40 ações e exposições na cidade e no mundo. Incluindo uma intervenção no famoso show “The Wall” a convite do músico Roger Waters em 2012. Realizou trabalhos importantes em várias cidades do mundo e para marcas como Hugo Boss, DKNY e Jaguar. O artista agora realiza a primeira Expedição artística ao redor do mundo a 10 lugares severamente ameaçados. Para melhores informações sobre o artista acesse: www.costackz.com


 Lista de locais e nomes de obras de arte:


  1 - Islândia: Geleira de Vatnajökull e Lago Glacial de Jökulsárlón. Obra: “Midgard o equilíbrio é perfeito” – Maquete feita com papelão reciclado e tinta a base de água, mostrando um ecossistema misto e seu frágil equilíbrio. O nome dá obra é uma referência a “Midgard” a “Terra do meio” onde segundo a mitologia viking ficava a “Terra dos homens” e dos demais seres vivos. A obra reflete sobre o frágil equilíbrio da vida na terra.

2 - Groenlândia: Grande Capa de Gelo, Narsarsuaq e Qassiarsuk. Obra: “Você dá as cartas para a Terra, que cartas você dará?” – Grande carta de baralho, feita de acrílico reciclado translucido, exibindo uma janela central em forma de maçã estilizada, símbolo do nosso consumismo e desejos desenfreados. Na obra ainda é possível ver a silhueta de um sapo-florescente da Amazônia, altamente prejudicado pelo aquecimento global. Estes animais juntamente com todos os outros anfíbios do mundo são hoje os seres mais ameaçados da Terra. A obra faz uma reflexão: de que o mesmo problema ambiental pode prejudicar em cadeia lugares totalmente diferentes e distantes como a Amazônia e o Polo Norte.

3 - Rússia: O Permafrost na região leste do Oblast de Arkhangelsk: Obra: “Jaz sobre este solo uma bomba relógio” – Miniaturas de “bombas POP” feitas de materiais variados denunciando o grave problema da liberação de metano, um gás inflamável que estava preso no solo permanentemente congelado do norte da Rússia, agora liberado em quantidades preocupantes, podendo piorar e acelerar ainda mais o aquecimento global, já que ele é um gás ainda mais nocivo e aquecido que o CO².

4 - Itália: Visita a cidade de Veneza apresentando seu problema com o aumento no nível das águas. Obra: “Fechem as torneiras” – Obra simula uma tampa de bueiro, como se conseguisse barrar a água que teima em avançar sobre a cidade. Sobreposição de laminas de papelão reciclado, acrílico azul reciclado translucido e madeira prensada reciclada.

5 - Holanda: Visita a cidade de Amsterdã apresentando seus problemas com o aumento no nível das águas e mostrando as soluções achadas para conter o problema. Problemas estes que em breve serão enfrentados por outras nações, algumas pobres que não deverão ter os mesmos recursos dos países ricos para conter as águas dos oceanos. Obra: “Mr. Planet” – Balão inflável (um popular João-bobo) uma espécie de personificação do Planeta, possuindo estampas e silhuetas de animais, mostrando ecossistemas que representam de baixo para cima os quatro elementos naturais da Terra: fogo, terra, água e ar. Feito de lona plástica reciclada e pintada com tinta certificada. Além da Holanda, em todos os outros países visitados as pessoas eram convidas a interagirem com a instalação através da pergunta “como você trata o Mr. Planet? O que você faz com ele?”. As reações eram variadas como: “sexo simbólico”, “banhos de banheira”, passeios de bicicletas, abraços e até chutes, cuspidas e socos.

6 - Rio Grande do Norte: Caatinga nordestina, mostrando o cenário de uma das piores secas da história e a preocupante desertificação que ameaça seriamente este bioma endêmico do Brasil. Obra: “Abram as torneiras”- torneira gigante feita de isopor reciclável, coberto com pequenas pastilhas espelhadas, que pareciam fazer a obra sumir na árida paisagem entre: cactos, rochas, lixo e restos orgânicos de animais.

7 - Barreira de Corais no Atlântico Sul: Instalação da Obra: “A salvação seria doce” – Rosquinha gigante no formato da conhecida mundialmente como “Donuts” ironiza o fato da salvação dos corais e da vida marinha ser “tão boa” quando um delicioso doce. Feita de isopor reciclável, massa orgânica plastificada, tinta a base de água e resinas naturais.

8 - Cerrado, Mata Atlântica e Floresta Amazônica serão ainda visitados.

Membros da Expedição S.O.S Terra 2013:

André Lazzari: 35 anos, voluntário e tradutor de: inglês, russo, islandês, espanhol e italiano;

Felipe Cavalheiro: 29 anos, voluntário e Produtor das ações S.O.S Terra 2013 em São Paulo e no mundo;


Patrícia Alves: 29 anos, voluntária, estudante de Relações Internacionais. Foi tradutora de alemão e inglês.

Mais informações: www.costackz.com/sosterra

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