Custo ambiental deve ser calculado em todas as obras dos municípios, defende especialista

O Conselho de Liderança da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (SDSN Brasil) reuniu-se em 1º de dezembro, no Rio de Janeiro, para acelerar o projeto de transformar a cidade em exemplo na relação com a sustentabilidade. O conselho tem como objetivo orientar as atividades da rede, que inclui instituições acadêmicas, públicas e privadas, além de outras organizações da sociedade civil.

A Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável, do inglês Sustainable Development Solutions Network, é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) para agilizar o aprendizado e ações que envolvam o desenvolvimento sustentável. Os conhecimentos reunidos pela ONU darão origem a políticas que devem ser colocadas em prática pelos governos até 2020.

De acordo com o presidente do conselho, o empresário e ambientalista Israel Klabin, para tornar a cidade do Rio de Janeiro uma referência em sustentabilidade é necessário que o custo ambiental seja calculado em todas as obras feitas no município. “A sustentabilidade basicamente implica o chamado tripé, que são as áreas econômica, social e ambiental, de modo que projetos em fase de realização têm de levar em conta essa tridimensionalidade”, salientou.

Klabin observou que as soluções encontradas para a cidade devem servir de exemplo para outros municípios brasileiros.
O ambientalista ressaltou que, além de presidir o conselho, está à frente do grupo temático que discute a cidade como centro que envolve problemas sociais, ambientais e econômicos. Segundo ele, o Rio de Janeiro servirá como "laboratório". Klabin observou que as soluções encontradas para a cidade devem servir de exemplo para outros municípios brasileiros.

Principais dificuldades
Vice-presidente da organização não governamental (ONG) Conservação Internacional Brasil, Rodrigo Medeiros afirmou que o Rio de Janeiro retrata as principais dificuldades de sustentabilidade comuns entre as metrópoles. Segundo ele, o Rio pode utilizar grandes eventos para adotar mudanças dignas de uma liderança ambiental.

“As megacidades, como nós chamamos, cada vez mais são estranguladas pelos problemas de superpopulação. Sabemos que, hoje, boa parte dos olhos do mundo está voltada para o Rio de Janeiro. Sem dúvida, é uma grande oportunidade para a cidade redescobrir formas de lidar com esses problemas”, assinalou.

O conselho é composto por 20 membros, entre eles o economista Sergio Besserman, a conselheira para América Latina e Caribe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Emma Torres e o presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Marcos Bicudo.
Fonte: EcoD

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