Por Paula Rizzi
O Mont Blanc – ou “monte branco” – é a montanha mais alta dos Alpes, cadeia montanhosa que atravessa Suíça, Alemanha, Liechtenstein, Italia, Eslovênia, Áustria e França. Cobiçado por escaladores de todo o mundo, seu topo resplandece sobre a pequena cidade francesa de Chamonix, mais de 4.800 metros acima do nível do mar.
Em uma das rotas mais populares até o cume, destaca-se Le Refuge du Goûter, hotel-abrigo para alpinistas que é um exemplo de arquitetura sustentável em grande altitude.
Localizado 3.835 metros acima do nível do mar, o hotel mais alto da França foi projetado por uma equipe multidisciplinar da empresa de arquitetura e engenharia Groupe H. Sua história remonta a 1854, quando foi construído o primeiro espaço de apoio aos alpinistas.
Reformado em 1960, tornou-se obsoleto ao longo dos anos e seu funcionamento passou a gerar um grande impacto ambiental na região.
©Grupo H/Divulgação
Diante da necessidade de reformular o espaço para torná-lo mais amigável ao meio ambiente, foi reconstruído entre 2010 e 2012, com capacidade para 120 pessoas. Além do emprego de técnicas para redução do impacto ambiental durante a construção, o novo edifício também é mais eficiente do ponto de vista energético.
©Grupo H/Divulgação
Como foi edificado na beira de um penhasco, sua construção exigiu um planejamento meticuloso. Exposto a uma paisagem natural desafiadora – onde os ventos podem chegar a 300 quilômetros por hora- El Refuge du Goûter possui formato oval, o que aumenta sua resistência às condições climáticas extremas.
O vigamento é de madeira de coníferas locais, da cidade de St Gervais, com revestimento de aço inoxidável e janelas com envidraçamento triplo, que captam o calor durante o dia e o libera à noite. Os módulos de madeira foram pré-fabricados no vale para evitar viagens desnecessárias de helicóptero.
©Grupo H/Divulgação
Quando entrar em funcionamento, o hotel-abrigo pretende reduzir sua pegada de carbono por meio do uso eficiente da energia.
Além de o design permitir um melhor aproveitamento da luz e da calefação natural, quase todas as fontes de energia são alternativas, como eólica, solar e biomassa – com exceção do gás de cozinha. Às turbinas eólicas, somam-se 750 metros quadrados de painéis solares no teto, e um gerador de emergência movido a óleo de colza.
Fonte: Descubra o Verde














