Embora o relatório da ONU registre o desenvolvimento de
projetos sustentáveis em muitas áreas, o aquecimento global ameaça cidades,
ecossistemas e reservas de recursos naturais
No dia 26 de março, em
Nairóbi, capital do Quênia, o Programa das Nações Unidas para
o Meio Ambiente (PNUMA) divulgou o Relatório Anual de Focos de Ação sobre
Questões Ambientais 2013. O documento registra as áreas nas quais a iniciativa
da ONU mais atuou durante o ano passado e destaca a assinatura da Convenção de Minamata,
cujo objetivo é extinguir a utilização de mercúrio (Hg) nas composições de
produtos até 2020.
De forma geral, foram listadas
ações sobre mudanças climáticas, desastres e conflitos, gestão de ecossistemas,
governança ambiental, substâncias nocivas e resíduos perigosos, eficiência dos
recursos, e consumo e produção sustentáveis. Sendo assim, o balanço classifica
as alterações de temperatura em escala mundial como “o maior problema ambiental
enfrentado em nosso tempo”, registrando que os efeitos desse fenômeno já estão
afetando todos os elementos que promovem o bem-estar da humanidade e o
desenvolvimento sustentável.
Diante
das perturbações do clima, as chuvas ficam cada vez mais imprevisíveis, os
níveis dos mares estão subindo e os eventos extremos ocorrem frequentemente,
devastando cidades e a vida dos seres humanos, além da biodiversidade em geral.
Ciente deste crítico cenário, o PNUMA garante que tem auxiliado governos e
empreendimentos a socorrer as nações e comunidades mais prejudicadas, dando
suporte para que elaborem formas para alcançar a resiliência.
Conforme
a publicação, o mundo testemunhou cerca de 40 grandes conflitos e 2,5 mil
desastres, o que resultou na morte de milhões de indivíduos e lesou outras 2
bilhões, uma vez que até os serviços básicos e a infraestrutura são atingidos.
Por isso, a partir de 2008, a iniciativa ambientalista da Organização das
Nações Unidas direcionou seus recursos para fornecer assistência pós-crise a
aproximadamente 20 países.
No
tema de gestão de ecossistemas, o documento salienta que “a sociedade tem
minado sistematicamente aliados naturais [organismos e processos da natureza],
florestas ameaçadas, terrenos aráveis e rios como se fossem inesgotáveis”. Em
decorrência disso, o PNUMA afirma que “não há dúvida de que os Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável da agenda pós-2015 não serão atingidos na ausência
de ecossistemas saudáveis e funcionais”.
Através de contribuições
científicas a chefes de estado, a ONU leva conhecimento suficiente para que
obrigações, políticas, leis e instituições em prol da sustentabilidade,
impulsionando a governança ambiental. Por outro lado, o levantamento aponta que
a humanidade está dependente de produtos químicos e que a disposição incorreta
das substâncias está prejudicando a produtividade e a segurança alimentar.
Assim sendo, a entidade apoia a transação para uma economia verde, ou seja, que
reduz a utilização de compostos tóxicos.
Outro ponto importante
destacado pelo relatório é eficiência de recursos, isto é, algo que deve ser
obtido devido à degradação ambiental de impactos em longo prazo. Considerando
que a população mundial deve crescer de 7 bilhões para 9 bilhões até 2050,
expansão responsável pelo aumento de demanda e desperdício de matérias-primas,
o PNUMA mostra que tem conduzido ações ecológicas para que esse crescimento
seja suportado pelo planeta, assim como pelos elementos dos biomas espalhados
pelo seu território.
Fonte: Pensamento Verde














