Ministra francesa da Ecologia, Delphine Batho (centro), visita o laboratório subterrâneo operado pela Agência Nacional de Gestão de Resíduos Radioativos (Andra), no dia 4 de fevereiro, em Bure, no leste do país (Foto: Jean Chistophe Verhaegen/AFP)
Uma tecnologia alternativa para o tratamento de lixo radioativo foi testada com sucesso em um laboratório francês no departamento de Landes, no sudoeste do país, anunciaram nesta quinta-feira (1º) a gigante espanhola da energia Iberdrola e sua parceira belga Belgoprocess.
Uma tecnologia alternativa para o tratamento de lixo radioativo foi testada com sucesso em um laboratório francês no departamento de Landes, no sudoeste do país, anunciaram nesta quinta-feira (1º) a gigante espanhola da energia Iberdrola e sua parceira belga Belgoprocess.
Essa tecnologia, destinada a resíduos
com nível de radioatividade baixa e média, "permite reduzir de forma
importante o volume de lixo após submetê-lo a temperaturas que alcançam 5.000°
C", explicaram as companhias em comunicado.
Submetidas a essas temperaturas
extremas do plasma (mistura de moléculas, átomos, íons e elétrons), o lixo
radioativo é liquefeito, vitrificado e depois resfriado, o que permite reduzir
"em até 80 vezes" seu volume, acrescentaram a Belgoprocess e a Iberdrola
Ingenieria y Construcción, uma filial da companhia espanhola de energia. Em
seguida, os resíduos radioativos são colocados em unidades de estocagem e
cimentados.
Os últimos testes foram realizados
durante dois dias em uma instalação da sociedade francesa Europlasma Inertam,
em Morcenx, Landes. A unidade de tratamento será transferida para a usina
nuclear de Kozloduy, no noroeste da Bulgária, perto da fronteira com a Romênia,
explorada pela empresa pública Bulgarian Energy Holding EAD (BEH EAD).
"Ela será montada em setembro,
antes de ser colocada em funcionamento, o que está previsto para daqui a dois
anos", indicou a Iberdrola.
Mesmo que os volumes não sejam
consideráveis, a periculosidade dos resíduos radioativos demanda altos custos
para serem estocados e enterrados. Reduzir os volumes gerados, portanto,
permitiria limitar essa conta.
Segundo o Comissariado de Energia
Atômica e Energias Alternativas (CEA) francês, os processos de tratamento com
plasma já foram estudados – a CEA desenvolveu um procedimento denominado Shiva
–, e a técnica foi empregada industrialmente no centro de armazenamento de
resíduos radioativos de Zwilag, na comuna de Würenlingen, no norte da Suíça.
Fonte: G1















