Nove mercados de carbono entraram em operação em 2013



Apesar da crise no principal mercado de carbono do planeta, o Esquema Europeu de Comércio de Emissões (EU ETS), esse tipo de mecanismo nunca foi tão popular.


De acordo com o relatório “The Emissions Trading Worldwide: ICAP Status Report 2014”, divulgado no último dia seis, no ano passado nove novos mercados entraram em operação, elevando o total mundial para 13.

Elaborado pela Parceria Internacional de Ação sobre o Carbono (ICAP), o documento destaca o grande avanço da China, que lançou nada menos do que cinco mercados no ano passado,Tianjin, Pequim, Xangai, Shenzhen e Guangdong, e deve implementar mais dois em 2014, Hubei e Chongqing.

“Os esquemas chineses são o prelúdio para um mercado nacional, uma grande inovação para um país que costumava trabalhar apenas com medidas como padrões e proibições”, afirma o relatório.

As outras iniciativas estabelecidas em 2013 foram: Califórnia, Suíça, Cazaquistão e Quebec.

Além desses, já existem mercados de carbono na Nova Zelândia, em nove estados do nordeste dos Estados Unidos (RGGI), em Tóquio e, é claro, na União Europeia.

Até 2015, também deve entrar em vigor o esquema da Coreia do Sul.

Somando todos esses, a ICAP afirma que, entre 2005, quando foi lançado o EU ETS, e 2015 existirá um aumento de 70% nas emissões de gases do efeito estufa cobertas por mercados de carbono.

O relatório também indica que outros 15 governos estão elaborando novos esquemas. Entre eles estariam o Rio de Janeiro, São Paulo, Chile e Turquia.

Sobre o Brasil, a ICAP afirma que, em 2009, foi criada a Política Nacional de Mudança Climática, que tem como um dos objetivos o desenvolvimento de ferramentas que ajudem a alcançar a meta de reduzir as emissões entre 36,1% e 38,9% em relação à projeção do business as usual (BAU – se nada for feito).

No entanto, apesar de a lei mencionar a possibilidade da implementação de um mercado de carbono, ainda não há nada de concreto nesse sentido.

O relatório aponta que o estado de São Paulo estaria planejando um mercado, mas que não há informações disponíveis.

O Rio de Janeiro aparece em um estágio mais avançado, com uma lei estadual (5690/2010) dando apoio para a criação de um mercado. Inclusive, durante a Rio+20, em 2012, o governo havia definido que já em 2013 um mercado piloto entraria em vigor. Mas a iniciativa foi adiada, sem maiores detalhes de quando voltará a ser trabalhada.

O relatório traz ainda artigos escritos por especialistas sobre a situação do EU ETS, o modelo de investimentos do RGGI e descrições sobre todos os mercados em vigor atualmente.

“Esse relatório representa uma coletânea única de informações e análises sobre as variadas jurisdições ao redor do planeta e sobre os sistemas de comércio de emissões", concluiu Constanze Haug, gerente de projetos da ICAP.

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